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19.06.2007


Especial segurança em Venda Nova

Sem denúncia, resolução de crimes parte do zero, diz delegada

 

 

 

* Por Leandro Fidelis

O medo de perseguições e ameaças inibe o vendanovense a fornecer detalhes à polícia sobre crimes no município. A constatação é da delegada Maria Elisabete Zanoli, que participou da audiência pública sobre segurança, promovida pela Câmara de Venda Nova no último dia 13.

A delegada expôs a dificuldade de prosseguir com investigações quando o morador vítima de crimes não ajuda com informação precisa. ?Na maioria das vezes partimos do zero. As pessoas têm medo por mais que a Polícia Civil preserve sua integridade?, afirmou.

Segundo Maria Elisabete, na semana passada um seqüestro relâmpago ficou sem resolução porque a vítima se restringiu a dar detalhes. Ao alertar os representantes da sociedade civil para o problema, ela divulgou os telefones 147 e 197, que recebem ligações gratuitas. "Não é preciso revelar a identidade na denúncia".

Justiça atuante também reduz crimes
A promotora de Justiça Adriana Dias Paes Ristori, também na mesa na audiência de segunda, vê na agilidade dos processos da Comarca um fator inibidor da prática de crimes em Venda Nova. ?É um esforço conjunto que começa com a liberação dos inquéritos pela Polícia Civil, o MP denunciando em seguida para o Judiciário julgar. Estamos tentando agilizar ao máximo?.

Segundo Adriana, há dois anos e três meses a Delegacia de Venda Nova tinha 180 inquéritos. Hoje são cerca de 85 e espera-se chegar de 30 a 40 até o final de 2007.

O juiz Valeriano Cesário Bolzan defendeu o argumento da promotora, acrescentando que as audiências no Fórum ocorrem em tempo hábil, embora não seja o ideal. ?As audiências são marcadas num prazo máximo de 50 dias, mas esperamos fazer isto com um mês?.

Como prova da agilidade dos processos, o juiz citou a sentença dos três assaltantes que fizeram a família Uliana refém em 9 de janeiro deste ano, que deve sair até 10 de março. ?A Justiça está fazendo sua parte no pós-crime?.

Trotes atrapalham PM
Acionada pelo 190, também gratuito, a Polícia Militar recebe quase diariamente denúncias falsas, que comprometem o atendimento. O comandante Marco Antônio De Angeli disse que os trotes são constantes. ?Toda ação da polícia deve ser respeitada, não fazemos nada fora da lei. Ao atender um chamado falso, deixamos de estar num local onde o incidente é verdadeiro?.

*Publicada em 15/02/2007

 

 

 

 

 

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