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31.05.2022


Dia Mundial sem Tabaco: Sesa alerta para os problemas da dependência

 

 

 

 

Nesta terça-feira (31), Dia Mundial sem Tabaco, a Secretaria da Saúde (Sesa), por meio do Núcleo Especial de Vigilância Epidemiológica (Neve), faz um alerta a população sobre os problemas ocasionados pela dependência do tabaco.

 

A substância inalada, pode causar doenças graves como câncer de estômago, cólon e reto, traqueia, brônquios e pulmão. Além disso, o tabaco produz alterações no sistema nervoso que podem gerar distúrbios emocionais e comportamentais nos indivíduos.

 

De acordo com a Referência Técnica da equipe de Controle em Tabagismo, Silvana de Oliveira Dias Valada, a fumaça do cigarro também é capaz de provocar problemas de saúde naqueles que convivem com o tabagista, visto que, em média, a fumaça que contém substâncias derivadas do tabaco, tem três vezes mais nicotina e até mais substâncias cancerígenas que o usuário do produto inala.

 

“Crianças e bebês são particularmente mais suscetíveis ao que chamamos de tabagismo passivo, e isto, pode aumentar os riscos de doenças respiratórias na infância e até levar à síndrome da morte súbita infantil. É importante que o tabagista se conscientize que o uso de cigarro, cigarro eletrônico ou dispositivo eletrônico para fumar, põe em risco sua saúde e a das pessoas que estão em sua volta”, ressalta.

 

Cigarro eletrônico

Conforme o Art 1º da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 46, de agosto de 2009, a venda comercialização, a importação e a propaganda de quaisquer dispositivos eletrônicos para fumar está proibida no Brasil. 

 

No Estado, o Núcleo de Vigilância Sanitária oferece aos municípios, que são responsáveis por realizar a fiscalização no meio comercial, apoio quando solicitado.

 

Os Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEFs) são aparelhos que podem ter ou não, em sua composição a nicotina — substância que é encontrada em produtos derivados do tabaco. Estes dispositivos podem levar à dependência dos indivíduos, assim como os cigarros comuns.

 

O cigarro eletrônico, atualmente, se encontra em sua última geração que é composta por produtos que não se assemelham ao cigarro regular.



Estes aparelhos contêm um reservatório ou tanque que pode ser recarregado com nicotina e/ou outras drogas. As outras gerações de DEFs, são formadas por cigarros descartáveis e não-recarregáveis, com ou sem formato de um cigarro comum.

 

Os aparelhos têm em sua composição solventes como a glicerina, o propilenoglicol que se decompõe com altas temperaturas, gerando outros compostos como a acetona. Estas substâncias são classificadas como citoto?xicas, carcinoge?nicas, irritantes, causadoras do enfisema pulmonar e dermatite.

 

É importante salientar que, a exposição à fumaça em vapor deste instrumento, em ambientes fechados, pode levar a irritação nos olhos, garganta e vias aéreas e, a exposição prolongada ao vapor, aumenta o risco de desenvolvimento de asma.

 

Riscos

Os produtos derivados do tabaco, tais como o cigarro, cigarro eletrônico ou dispositivo eletrônico para fumar, charuto, cachimbo, cigarro de palha, narguilé, entre outros, podem levar ao desenvolvimento dos seguintes tipos de câncer:

 

Leucemia mieloide aguda; câncer de bexiga; pâncreas; fígado; colo do útero; câncer de esôfago; rim e ureter; laringe (cordas vocais); na cavidade oral (boca); câncer de faringe (pescoço); estômago; câncer de cólon e reto; de traquéia, brônquios e pulmão.        

 

Além dessas doenças, o tabaco fumado contribui de forma significativa para acidentes cerebrovasculares e ataques cardíacos mortais. Enfermidades como tuberculose, infecções respiratórias, úlcera gastrintestinal, impotência sexual, infertilidade em mulheres e homens, osteoporose, catarata, também podem ser desenvolvidas.

 

Dados

Em 2021, 2.187 pessoas buscaram o tratamento para o tabagismo em todo o Estado. Sendo, 1.111 pacientes do gênero masculino e 1.076 do feminino.

 

Já em 2020, 2.057 pacientes procuraram pelo tratamento (1.012 do gênero masculino e 1.045 do gênero feminino).

 

No ano de 2019, ocorreu uma maior busca pelo tratamento. Ao todo, foram 5.787 pacientes que recorreram ao programa de reabilitação.

 

No Estado, em 2021, 2020 e 2019, por intermédio do programa que atua em 50 municípios; 792, 805 e 2584 pacientes, respectivamente, pararam de fumar após o tratamento.

 

Onde buscar tratamento

Os usuários podem procurar a Secretaria de Saúde de seu município. Eles serão direcionados às Unidades de Saúde que ofertam o atendimento ou solicitar as informações pelo telefone do Programa Estadual de Controle do Tabagismo: (27) 3636-8206.

 

Com informações da Secretaria Estadual de Saúde.

 

 

 

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